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Já trabalhei em Vários Projetos de em Empresas que tinham ou estavam implementando o CMMI e, invariavelmente, tive atritos com o “pessoal”  do CMMI.

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa crítica, isso não quer dizer que sou “do contra”, que dizer apenas que não sou uma pessoa passiva, não aceito as coisas como elas são simplesmente por que são assim, quero saber porque são, isso faz parte do processo de aprendizado, pois somente assim podemos melhorar as coisas, e acredito que é assim que um Gerente de Projetos deve se portar, invariavelmente, entender as coisas, antes de aceitá-las ou recusá-las.

Mas voltando aos meus atritos com o “pessoal do CMMI”,  bom o primeiro atrito é com a existência de um “Pessoal do CMMI”, apesar “deles”acharem que sou contra o CMMI, sou um dos maiores entusiastas do CMMI, desde que sua implementação seja verdadeira, e para que ela seja verdadeira, ela deve ser implementada pela empresa toda e não pelo “pessoal do CMMI”, portanto sua existência já é, a meu ver, um sinal de algo errado, em segundo lugar na maioria dos locais onde vi sua implementação percebi um erro conceitual importantíssimo e por isso fui um crítico duro.

O CCMI, para quem não conhece é, a grosso modo,  um modelo que define a maturidade dos processos de desenvolvimento de software. Ele define 5 níveis de maturidade sendo que o nível 1 significa TOTALMENTE IMATURO, ou seja Caos Total, ou processos inexistentes, portanto o CMMI inicia-se no nível 2- Processos Repetitivos, passa pelo Nível 3 - Processos Definidos, Nível 4 - Gerenciado e finalmente Nível 5 - Otimizado.

Não existe uma obrigatoriedade das empresas escalarem os níveis 2, 3, 4 e 5, uma empresa pode (se for louca o suficiente, e trabalhei em uma que tentou isso) implantar direto o nível 5, normalmente as empresas iniciam na 2, escalam para a 3 e então pulam para a 5 (não conheço nenhuma  que tenha tirado o nível 4).

O grande problema quando se cria a “Turma do CMMI”  é que normalmente não existe ninguém da “Turma de Gerentes de Projeto” nesse grupo e “pequenos”  erros conceituais costumam acontecer.

O Pior deles é muito comum: O Objetivo do CMMI é PADRONIZAR PROCESSOS, e o que muitas vezes acontece é que as empresas acabam padronizando PRODUTOS. Ou seja, tornar os produtos IGUAIS.

OPS… Vamos fazer um Rewind, retomar a definição de projeto: “Projeto é um empreendimento TEMPORÁRIO que tem por objetivo produzir um PRODUTO ÚNICO, com um ORÇAMENTO previamente definido.”

Se vamos produzir PRODUTOS ÚNICOS, como é que vamos fazer PRODUTOS IGUAIS???

Podemos concluir que CMMI e Projetos são incompatíveis? Não, de forma alguma. O que podemos concluir é que precisamos envolver Gerentes de Projetos EXPERIENTES na definição dos processos de implementação do CMMI ou pelo menos permitir que os mesmos critiquem os mesmos durante a sua implementação, sem que sejam considerados anti-CMMI.

Vou Abrir uma categoria nova para os Textos do CMMI e voltarei a falar, futuramente, sem uma freqüência pré-determinada,  sobre cada um dos Processos, fazendo um paralelo sobre os Processos/Grupo de Processos do PMBOK.

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