Pensando em projetos baseado nos relatórios de acompanhamento e no resultado final costumo afirmar que existem dois tipos de projetos:  os que dão certo  até dar errado e os que dão errado até  dar certo…

Quem não me conhece vai me achar pessimista, mas não é isso, essa é uma visão tremendamente otimista… *Rs

Todos que tem que já trabalharam em projetos sabem que o ambiente de projeto é um ambiente complexo, por mais simples que seja o projeto existem dezenas de variáveis para cada elemento, e fazer com que todas essas variáveis estejam sempre de acordo,  não é um trabalho simples…

Mas voltando ao meu primeiro parágrafo, vamos analisar o primeiro caso:

  • 1. É aquele projeto onde tudo corre as mil maravilhas, mês a mês o percentual do projeto concluído evolui exatamente como o previsto, sem nenhuma ocorrência, nenhum dos riscos se confirma, não existe mudança de escopo, não existe atrasos em atividades intermediárias… O Mundo perfeito, até que o projeto chega nos seus 99% de conclusão…
    Nesse momento, alguma coisa acontece, talvez um encosto, inveja ou olho gordo de alguém, mas o projeto trava nesse 99%, e nada faz com que ele ande…
    Quando muito vai para 99,01, 99,02%…
    Então se descobre que o projeto não teve apoio do Sponsor, que o usuário mudou 5 vezes o escopo, que o fornecedor atrasou, que um dos profissionais alocados saiu da empresa e não foi possível substituí-lo, que alguém dimensionou errado, enfim, o projeto em que deu tudo certo, dá errado.
  • 2. Vamos analisar o segundo tipo de projeto, já no primeiro relatório, o Gerente de Projetos aponta que o usuário quer mudar o escopo, atividades atrasam e ações precisam ser tomadas para recuperar o tempo perdido, o fornecedor atrasa, como demonstra os reports diários de atraso do GP. Os riscos ocorrem, surgem novos, novas ações de resposta aos riscos são definidas, enfim, nada dá certo, até que se aproxima a data de entrega do projeto e, MILAGROSAMENTE, o projeto acontece, e o projeto dá certo…

Sorte? Azar? Ou competência?

Costumo dizer que não sei qual será meu próximo projeto, mas sei de duas coisas: O Escopo vai mudar, e algo vai dar errado.

Isso não é pessimismo, não é fatalismo… Como dizia uma música dos anos 1970; ” Hope for the Best, but expecting dthe Worst…”  ( Esperando pelo melhor, mas se preparando para o Pior, numa tradução livre), esse deve sempre ser o comportamento do Gerente de Projeto, ao apontar desvios, que para muitos é um erro, ele força as ações que dirigem o projeto para o sucesso.

Já se nada é apontado, nada é feito, e no final…

Mas ai aparece aqueles que dizem, mas e se realmente nada acontecer e der certo no final?

Bom um projeto desses não precisaria de um Gerente de Projetos… E como não acredito em projetos sem Gerentes de Projeto, não consigo acreditar em projetos assim…

Um comentário para “Dois tipos de Projetos”
  1. Belo Texto…
    Não entendo nada de projetos, mas se diz que é assim que funciona, acredito…

    Ainda bem que os projetos de vida (pessoais) funcionam de maneira diferente rs, acredito na lei da atração, naquilo que desejamos muito se materializando nas nossas vidas, onde a crença do “vai dar errado” não existe…

    Abraços, belo blog, e ótimos textos… ;)

    Elizabeth

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